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Às margens das minhas estradas...

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Ando num cansaço mental tão grande que, pensar, dói... dói muito e intensamente. Não quero iniciar uma conversa, porque todas elas, em sua maioria, terminam em discussões e, eu também não quero discutir! Portanto, deixe-me aqui, às margens das minhas estradas, onde somente eu sei o caminho mais sereno a seguir...
Malu Silva


Não precisa ser Natal...

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Uma árvore.  Nem igual, nem diferente, mas a minha árvore...  Aquela que tem um pouco de mim para os meus amigos.  Luzes coloridas, bolas grandes e pequeninas, anjos carregados de esperanças, uma aliança de Paz, berloques de felicidades.  Também uma imensa guirlanda que afaste as maldades.  Velas acesas em chama lilás.  Uma harpa a tocar muitas NOITES FELIZES em todos os corações.  Caixas douradas para guardar as mais doces lembranças.  Fitas de cetim em laços de alegrias.  Mesa farta para dividir o pão.  Casa sempre aberta não somente na NOITE DE NATAL.  E, no topo da árvore uma ESTRELA, a mais brilhante, a mais ardente...  Aquela que acompanhará o caminho de toda essa gente que pelo minha estrada passar.
Malu Silva

Correspondências quase diárias (Sensações atemporais...) (13)

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Em algum lugar de mim, 26 de outubro de 1947
Meu caro,
Há quem diga que somos eternos adolescentes, desnudando desejos, segredos e sentimentos... Há quem afirme que vivamos do passado e que viver traz dores e amargores e por isso somos amargurados. Digo a ti, querido amigo e sempre etéreo, que as lembranças refrescam-se às sombras da nossa alma violentada, constantemente, pelo "seco" das pessoas que muitas vezes nos rodeiam. Declaro que tenho as tristezas depressivas e saudáveis de Fernando Pessoa e a exuberância dos sentimentos latentes de todos os seus heterônimos e que sou carregada pela mansidão de Saint-Exupèry e Richard Bach em seus voos rasantes, assim como a tua vida, que passa num planeta chamado Intensidade. Tu estás à flor da pele quando colocas teus pés em riachos de águas mornas e doces, por isto te sentires invadido quando incompreendido da tuas ideias carregadas de ternura e sensibilidade. A verdade é que vivemos às riscas dos colapsos que nos conduzem a caminhos que…

Cotidianos...

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Eu gosto de dividir tudo o que vai em mim, poesias citações, um livro bom que li, um filme que me emocionou, uma canção que toca a alma e também todas aquelas coisinhas do dia-a-dia. Minha forma de sentir pode ser parecida com a sua... aquele problema bobo que me assalta pode ser o seu problema também.

Eu nunca fui boa dona de casa, pois passei boas décadas da minha vida em salas de aula e fazendo shows, nos fins de semana, Isso mesmo, tive uma Banda de baile durante 13 anos e dividia a sala de aula com essa maravilha que é cantar.
Mas depois de um tempo, de uma hora para outra, assim, de repente, não mais que de repente, minha rotina mudou.
Fui afastada das salas de aula, pois perdi parte da minha visão, tive que adaptar tudo, aceitar tudo e, superar algumas coisas...
Meu avô adoeceu e eu cuidei dele! Meus pais adoeceram e eu estou cuidando deles.
Virei do lar!
Acordo as seis da manhã e não paro até a hora de dormir.
Lavo, passo, cozinho, dou remédios, tiro pó, revolvo a hortinha, abraço, bei…

Recomeços...

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Muitas vezes a gente para a caminhada na metade do caminho, por várias razões... por nos sentirmos desemparados, cansados, sem rumo ou a mínima força para seguir em frente, mas devemos saber que sempre é possível RECOMEÇAR. Basta fazer uma pausa, respirar fundo, descobrir as nossas falhas e retomar os passos, mais confiantes e determinados. Lógico que em alguns instantes, aqueles mais difíceis, a gente vai chorar, ficar com medo, raiva... algumas portas se fecharão, porém a esperança vai nos ajudar a posicionar de novo, na corrida, ou mesmo nos passos lentos.
Devemos saber que todos os dias são excelentes para recomeçar, fazer melhor, com mais garra...
Não é fácil! Mas saiba que o que não podemos é parar...
Malu Silva

Das imprecisões...

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Com o tempo a gente vai esvaziando sonhos, desafazendo malas, tirando dos armários tudo aquilo que é desnecessário. Vamos jogando fora jornais velhos, revistas antigas, bibelôs cheios de poeira. Criamos coragem e abrimos álbuns, descobrindo que muita gente se foi, que muitos caminhos mudaram. Descobrimos que é preciso criar novas rotas e coragem de seguir com ideias e vontades diferentes. A VIDA gira! Nós giramos com cada impulso dessa roda viva! Não é permitido parar! Apenas toma-se um fôlego maior e ergue-se a cabeça e vislumbra-se um novo horizonte... Navega-se por mares calmos e turbulentos, porque parafraseando a canção - NAVEGAR É PRECISO, VIVER É IMPRECISO.



Malu Silva

Mágoa compreendida...

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Não podia ter brincado com meus sentimentos, porque não tem o direito de brincar com os sentimentos de ninguém. Não podia ter mentido, nem mesmo representado... Não havia necessidade alguma de mostrar a mim o que não era, nem sentir o que não estava sentindo, porque nunca lhe pedi nada, porque não lhe conhecia e meu coração estava vazio, pronto a acreditar em tudo aquilo que trazia. Seus esforços foram inúteis! Ao invés de trazer-me alegrias, chegou cheio de falsidades. Não lhe cobrei nada, apenas quis conhecer o que você era... de saber no que você também acreditava. No final, compreendi que não poderia ter me dado outra coisa há não ser o vazio do seu coração... há não ser tudo o que você me deu. Compreendi que vestiu-se de poeta, mas o poeta lhe despiu, porque roubou a poesia que não sentia por inteiro. Nem mesmo posso dizer que sinto saudades de você, amigo, porque não podemos e não devemos sentir saudades daquilo que nos causa dor. Apenas guardo um amor em estado de gestação... um amor em…

Correspondências quase diárias (Sensações atemporais...) (11)

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Em algum lugar de mim, 28 de março de 1934.
Eu ouço Chiquinha Gonzaga. Lá fora, é prenúncio de outono. As árvores começam a desnudarem-se e deixarem fatias de suas vestes pelas estradas. O vento sereno balança, imperceptivelmente, as cortinas de organdi. A sala está deserta. A mesa do café ainda posta e as porcelanas impecavelmente arranjadas em seus lugares. Custa-me abrir os olhos, assim, pela manhã. Ainda estou em estado de imagens tão leves e azuis que não quero desandar pelos corredores da realidade. Sorvo o café que passeia pela casa em seu aroma, junto com a sensação que trago ainda, dos seus olhos, à beira d'um mar que desconheço. Sonhei contigo! Busquei ternura nos cenários dos sonhos. E foi leve caminharmos juntos, conversando coisas inaudíveis, que pertencem somente a um mundo infinito e particular. Também éramos um pouco de azuis, tão azuis quanto as imagens que me acompanham nesse instante. A solidão da casa me faz dançar. Estou sozinha! Mas porque afirmar ausências se sempre f…

Sem conceitos ou pré-conceitos...

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As frases prontas, as máximas, antigos ditados, citações filosóficas e poéticas, pequenos e grandes adendos servem apenas como uma forma de NORTE, paliativos, suportes ou degraus para nossas próprias reflexões e constatações... Gosto de ler, de poemar, de brincar com o universo das palavras e de muita gente que escreveu antes de mim e que continuará a escrever depois de mim... Mas nunca trago nada por definitivo e acabado, nem mesmo as maiores descobertas da humanidade. Também gosto das pessoas que nada sabem! Que trazem o coração vazio de conceitos e pré-conceitos... que são apenas elas, dentro de um mundo ingênuo e carregado de definições tão próprias e não contaminadas. Aqui tenho postado tudo o que gosto e acho belo, desprovido de qualquer convenção que seja... E adoro divagar e ver os amigos passarem por aqui e deixarem suas impressões e essa forma ímpar que cada um tem de transpor o MUNDO!!!
Malu Silva

Arquivo de emoções...

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Em cada esquina uma história Em cada calçada alguém pedindo esmolas Nas ruas as chuvas secas Nas casas vasos vazios sobre as mesas Entre os rostos vidas partidas Entre as veias felicidades perdidas Nada mais pelas estradas a não ser homens delirantes Dom Quixotes errantes À procura das TERRAS DOS NUNCAS E das fábulas esculpidas por mãos de marfim Moinhos! Ventos! Cataventos - catam os ventos E na alma dos De La Manchas Manchas Estampas Delicadas figuras finas Vitrais embaçados pela neblina compondo imagens inexatas Mosaicos de formas abstratas Cicatrizes extensas Desenhadas por ilusões
Malu Silva